quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Erros no Regime Alimentar

Capítulo 38 de Testemunhos para a Igreja Volume 1 – Páginas 204-209

Caros irmão e irmã A: O Senhor achou por bem, em Sua bondade, dar-me uma visão neste lugar; e entre as diversas coisas mostradas estavam algumas que lhes dizem respeito. Vi que algo não estava bem com vocês. O inimigo buscava sua destruição, esforçando-se para influenciar outros através de vocês. Vi que ambos assumiram uma exaltada posição que nunca lhes foi designada, e que se consideram muito adiante do povo de Deus. Eu os vi olhando para Battle Creek com ciúmes e suspeita. Pretendiam pôr as mãos ali e amoldar ações e comportamentos ao que consideram certo. Vocês reparam em pequenas coisas que não podem compreender e com as quais nada têm a ver, e que de modo nenhum lhes dizem respeito. Deus confiou Sua obra em Battle Creek a servos escolhidos. A responsabilidade pela obra está sobre eles. Os anjos de Deus são comissionados para supervisionar a obra e se ela não funciona do modo certo, aqueles que estão na liderança serão corrigidos e as coisas transcorrerão segundo a ordem divina, sem interferência deste ou daquele indivíduo.

Vi que Deus deseja que vocês voltem sua atenção para si mesmos. Examinem os próprios motivos. Os irmãos estão enganados com respeito a si mesmos. Têm uma aparência humilde e isso exerce influência sobre outros, levando-os a pensar que vocês estíio muito avançados na vida cristã, mas quando suas opiniões particulares são tocadas, o eu se ergue imediatamente e vocês manifestam um espírito voluntarioso, inflexível. Essa é uma segura evidência de que os irmãos não possuem a verdadeira humildade.

Vi que vocês têm noções equivocadas sobre o afligir o corpo, e se privam de alimentos nutritivos, Tal atitude leva alguns da igreja a concluir que Deus certamente está com vocês, ou não negariam a si mesmos praticando tais sacrificios. Vi, porém, que nenhuma dessas coisas os tornará mais santos. Os ímpios fazem tudo isso, mas nada recebem como recompensa. Um espírito quebrantado e contrito é de grande valor à vista de Deus. Vi que suas concepções a respeito dessas coisas eram equivocadas, e que vocês estavam examinando a igreja, observando pequenas coisas, quando sua atenção deveria ser posta sobre assuntos de interesse da própria vida. Deus não pôs a responsabilidade de Seu rebanho sobre vocês. Os irmãos supõem que a igreja está em último plano porque não vê as coisas através de sua ótica particular, e não segue a mesma conduta rígida que vocês acham ser correta. Vi que os irmãos estão enganados com relação ao próprio dever e o dever dos outros. Alguns têm ido a extremos com respeito ao regime alimentar. Assumem uma posição inflexível e a mantêm até sua saúde ser abalada; a enfermidade se instala no organismo e o templo de Deus é debilitado.

Foi-nos recordada nossa experiência em Rochester, Nova Iorque. Vi que quando vivíamos ali, não ingeríamos alimentos nutritivos como deveríamos, e a doença quase nos levou à sepultura. Vi que, como Deus dá “aos Seus amados o sono” (Sal. 127:2), estava disposto a garantir-lhes alimentos apropriados para dar forças. O motivo que nos impelia era legítimo. Foi mediante a economia de meios que o periódico pôde ser mantido. Éramos pobres. Vi que a falta, então, estava na igreja. Aqueles que possuíam meios eram cobiçosos e egoístas. Se houvessem feito sua parte, a responsabiliade que estava sobre nossos ombros teria sido aliviada, mas como alguns não assumiram o que lhes competia, ficamos sobrecarregaos e outros aliviados. Vi que Deus não requer que ninguém siga uma conduta de tão estrita economia, que chegue a ponto de enfrauecer ou prejudicar o templo de Deus. Há deveres e exigências em Sua Palavra para humilhar a igreja e induzi-los a afligir o próprio coração, e não há nenhuma necessidade de produzir cruzes e forjar deveres para afligir o corpo e gerar humildade. Tudo isso está em desacordo com a Palavra de Deus.

O tempo de angústia está precisamente diante de nós, e então premente necessidade requererá que o povo de Deus negue o próprio eu e coma meramente o suficiente para manter a vida, mas Deus nos preparará para esse tempo. Nessa terrível ocasião, nossa necessidade será a oportunidade de Deus para comunicar Seu poder fortalecedor e amparar seu povo. Mas agora Deus exige que trabalhem com as próprias mãos, naquilo que é bom, e poupem à medida que Ele os prosperar, fazendo sua parte em sustentar a causa da verdade. Esse é um dever imposto sobre todos os que não foram especialmente chamados para trabalhar em palavra e doutrina. Devem dedicar seu tempo a proclamar o caminho da vida e da salvação a outros.

Aqueles que fazem trabalho manual precisam nutrir-se de modo a se empenhar nesse tipo de serviço. Os que trabalham em palavra e doutrina devem alimentar-se convenientemente, pois Satanás e seus anjos maus estão guerreando contra eles para debilitá-los. Quando lhes for possível, devem descansar a mente e corpo por causa do estressante trabalho, e ingerir alimentos nutritivos que aumentem sua energia, pois serão obrigados a utilizar toda a força que puderem. Vi que Deus de modo algum é glorificado quando alguém de Seu povo produz um tempo de angústia para si mesmo. Há uni tempo de angústia justamente diante do povo de Deus, e Ele o preparará para esse horrendo conflito.

Vi que suas idéias sobre a carne de porco* não seriam prejudiciais se vocês as retivessem para si mesmos, mas, em seu julgamento e opinião, os irmãos têm feito dessa questão uma prova,
*
Este notável testemunho foi escrito em 21 de outubro de 1858, cerca de cinco anos antes da grande visão de 1863, na qual a luz sobre a reforma de saúde foi dada. No devido tempo o assunto foi dado de maneira a persuadir todo o nosso povo. Quão maravilhosas são a sabedoria e a bondade de Deus! Pode ser tão errado insistir agora na questão do leite, sal e açúcar, quanto na questão da carne de porco em 1858. Nota da segunda edição. Tiago White.

e seus atos têm demonstrado o que vocês crêem sobre isso. Se Deus achar por bem que Seu povo se abstenha da carne de porco, Ele os convencerá a respeito. Ele está tão disposto a mostrar o dever a Seus filhos sinceros, como também a indivíduos sobre quem o Senhor não confiou as responsabilidades de Sua obra. Se for dever da igreja abster-se da carne de porco, Deus o revelará a mais do que duas ou três pessoas. Ele ensinará a Sua igreja o dever dela.

Deus está guiando Seu povo, não uns poucos e separados indivíduos aqui e acolá, um crendo de uma forma e outro diversamente. Os anjos de Deus estão fazendo a obra que lhes foi designada. O terceiro anjo está conduzindo e purificando um povo, o qual se moverá em união com ele. Alguns vão adiante dos anjos que estão dirigindo o povo, mas acabam tendo de rever cada passo e timidamente não seguir mais rápido do que os anjos dirigem. Vi que os anjos de Deus não levariam Seu povo mais depressa do que pudesse compreender e agir segundo as importantes verdades que lhe são comunicadas. Mas alguns espíritos inquietos não fazem mais do que a metade de seu trabalho. À medida que o anjo os conduz, anseiam por algo novo e apressam-se sem a divina guia, causando assim confusão e discórdia nas fileiras. Eles não falam nem agem em harmonia com a igreja. Vi que vocês têm que adotar, sem demora, uma atitude em que estejam dispostos a ser conduzidos em vez de pretenderem guiar, ou Satanás se aproveitará e os guiará a seu modo, segundo seu conselho. Alguns olham para as idéias fixas dos irmãos e as consideram prova de humildade. Eles estão enganados. Vocês estão fazendo uma obra da qual haverão de arrepender-se.

Irmão A, você é naturalmente mesquinho e cobiçoso. Você dizima o endro e o cominho, mas negligencia aquilo que é de maior valor. Quando o jovem rico veio a Jesus e perguntou o que deveria fazer para herdar a vida eterna, Cristo lhe disse para guardar os .idamentos. Ele declarou que havia feito isso. Jesus disse: “Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, c terás um tesouro no Céu.” Mar. 10:21. Aconteceu que ele se retirou triste porque era dono de muitos bens. Vi que você mantém idéias equivocadas. Deus exige que Seu povo faça economia, mas alguns têm levado esse dever a extremos. Gostaria que o irmão pudesse ver a situação como de fato ela é. O verdadeiro espírito de sacrificio, que é aceitável a Deus, você não possui. Olha para os outros e os observa com atenção; se eles não seguem a mesma rígida conduta que você, o irmão nada faz por eles. Vocês estão definhando sob a nociva influência dos próprios erros. São fanáticos e acham que estão sendo dirigidos pelo Espírito de Deus. Enganam-se! Os irmãos não podem tolerar um testemunho claro e incisivo. Gostariam, na verdade, de receber um testemunho de aprovação, mas quando alguém lhes reprova os erros, quão depressa o eu se insurge. Vocês não são humildes e necessitam fazer uma obra por si mesmos. ... Tais atitudes, tal espírito, vi, eram fruto de seus erros e o resultado de pôr os próprios juízos e opiniões como regra para os outros e contra aqueles a quem Deus chamou. Os irmãos ultrapassaram os limites.

Vi que vocês pensavam que este ou aquele foram chamados a trabalhar no campo, quando, na verdade, nada conheciam do assunto. Vocês não podem ler o coração. Se houvessem bebido a largos goles da verdade da mensagem do terceiro anjo, não se sentiriam tão à vontade para dizer quem foi ou não chamado por Deus. O fato de alguém poder orar e falar bem, não é nenhuma evidência de que Deus o chamou. Cada um têm sua influência, e que essa fale em favor de Deus; mas a questão de dever este ou aquele dedicar seu tempo ao trabalho pelas pessoas é de profunda importância, e ninguém senão Deus pode decidir quem se alistará nessa solene missão. Havia homens bons nos tempos apostólicos, homens que podiam orar com poder e falar com autoridade; todavia, os apóstolos, que haviam recebido poder sobre os espíritos imundos e podiam curar enfermidades, não ousaram, fundados na própria sabedoria, designar alguém para o santo trabalho de ser porta-voz de Deus. Eles esperavam inequívocas evidências da manifestação do Espírito Santo. Vi que Deus incumbiu Seus escolhidos pastores do dever de decidir quem está apto para o santo trabalho; e em união com a igreja e sob as claras indicações do Espírito Santo, indicarem quem é ou não habilitado. Vi que se fosse deixado que uns poucos indivíduos, aqui e acolá, decidissem quem estaria capacitado para essa grande obra, haveria confusão e perturbação.

Deus tem repetidamente mostrado que não devem ser animados a ir para o campo como pastores, homens que não dêem inequívocas provas de haverem sido chamados por Deus. O Senhor não confia o cuidado de Seu rebanho a indivíduos não habilitados. Os que Deus chama, devem ser homens de profunda experiência, experimentados e provados, homens de um são discernimento, homens que ousem reprovar o pecado num espírito de mansidão, e que compreendam a maneira de alimentar o rebanho. Deus conhece os corações e sabe a quem escolher. O irmão e a irmã A podem dar seu parecer sobre esse assunto e estarem completamente errados. Seu julgamento é imperfeito e pode não acrescentar nada ao assunto. Vi que vocês estavam se afastando da igreja, e se continuarem assim, Deus permitirá que prossigam e enfrentem as conseqüências de seguir o próprio caminho.
Agora Deus os convida a se corrigirem, a pesar os motivos e andar em harmonia com Seu povo.

Mannsville, Nova lorque, 21 de outubro de 1858.

A Reform Needed

A Reform Needed - Mrs. E. G. White

If Seventh-day Adventists practiced what they profess to believe, if they were sincere health reformers, they would indeed be a spectacle to the world, to angels, and to men. And they would show a far greater zeal for the salvation of those who are ignorant of the truth.

Greater reforms should be seen among the people who claim to be looking for the soon appearing of Christ. Health reform is to do among our people a work which it has not yet done. There are those who ought to be awake to the danger of meat eating, who are still eating the flesh of animals, thus endangering the physical, mental, and spiritual health. Many who are now only half converted on the question of meat eating will go from God's people, to walk no more with them.

In all our work we must obey the laws which God has given, that the physical and spiritual energies may work in harmony. Men may have a form of godliness, they may even preach the gospel, and yet be unpurified and unsanctified. Ministers should be strictly temperate in their eating and drinking, lest they make crooked paths for their feet, turning the lame--those weak in the faith -- out of the way. If while proclaiming the most solemn and important message God has ever given, men war against the truth by indulging wrong habits of eating and drinking, they take all the force from the message they bear.

Those who indulge in meat eating, tea drinking, and gluttony are sowing seeds for a harvest of pain and death. The unhealthful food placed in the stomach strengthens the appetites that war against the soul, developing the lower propensities. A diet of flesh meat tends to develop animalism. A development of animalism lessens spirituality, rendering the mind incapable of understanding truth.

The Word of God plainly warns us that unless we abstain from fleshly lusts, the physical nature will be brought into conflict with the spiritual nature. Lustful eating wars against health and peace. Thus a warfare is instituted between the higher and the lower attributes of the man. The lower propensities, strong and active, oppress the soul. The highest interests of the being are imperiled by the indulgence of appetites unsanctioned by Heaven.

Great care should be taken to form right habits of eating and drinking. The food eaten should be that which will make the best blood. The delicate organs of digestion should be respected. God requires us, by being temperate in all things, to act our part, toward keeping ourselves in health. He cannot enlighten the mind of a man who makes a cesspool of his stomach. He does not hear the prayers of those who are walking in the light of the sparks of their own kindling.

Common Errors in Diet

Intemperance is seen in the quantity as well as in the quality of food eaten. The Lord has instructed me that as a general rule we place too much food in the stomach. Many make themselves uncomfortable by overeating, and sickness is often the result. The Lord did not bring this punishment on them. They brought it on themselves, and God desires them to realize that pain is the result of transgression.

Daily abused, the digestive organs cannot do their work well. A poor quality of blood is made, and thus, through improper eating, the whole machinery is crippled. Give the stomach less to do. It will recover if proper care is shown in regard to the quality and quantity of food eaten.

Many eat too rapidly. Others eat at one meal varieties of food that do not agree. If men and women would only remember how greatly they afflict the soul when they afflict the stomach, and how deeply Christ is dishonored when the stomach is abused, they would deny the appetite, and thus give the stomach opportunity to recover its healthy action. While sitting at the table, we may do medical missionary work by eating and drinking to the glory of God.

To eat on the Sabbath the same amount of food eaten on a working day, is entirely out of place. The Sabbath is the day set apart for the worship of God, and on it we are to be specially careful in regard to our diet. A clogged stomach means a clogged brain. Too often so large an amount of food is eaten on the Sabbath that the mind is rendered dull and stupid, incapable of appreciating spiritual things. The habits of eating have much to do with the many dull religious exercises of the Sabbath. The diet for the Sabbath should be selected with reference to the duties of the day on which the purest, holiest service is to be offered to God.

Eating has much to do with religion. The spiritual experience is greatly affected by the way in which the stomach is treated. Eating and drinking in accordance with the laws of health promote virtuous actions. But if the stomach is abused by habits that have no foundation in nature, Satan takes advantage of the wrong that has been done, and uses the stomach as an enemy of righteousness, creating a disturbance which affects the entire being. Sacred things are not appreciated. Spiritual zeal diminishes. Peace of mind is lost. There is dissension, strife, and discord. Impatient words are spoken, and unkind deeds are done; dishonest practices are followed, and anger is manifested,--and all because the nerves of the brain are disturbed by the abuse heaped on the stomach.

What a pity it is that often, when the greatest self-denial should be exercised, the stomach is crowded with a mass of unhealthful food, which lies there to decompose. The affliction of the stomach afflicts the brain. The imprudent eater does not realize that he is disqualifying himself for giving wise counsel, disqualifying himself for laying plans for the best advancement of the work of God. But this is so. He cannot discern spiritual things, and in council meetings when he should say Yea, he says Nay. He makes propositions that are wide of the mark, because the food he has eaten has benumbed his brain power.

Relation of Health Principles to Spirituality

The failure to follow sound principles has marred the history of God's people. There has been a continual backsliding in health reform, and as a result God is dishonored by a great lack of spirituality. Barriers have been erected which would never have been seen had God's people walked in the light.

Shall we who have had such great opportunities allow the people of the world to go in advance of us in health reform? Shall we cheapen our minds and abuse our talents by wrong eating? Shall we transgress God's holy law by following selfish practices? Shall our inconsistency become a byword? Shall we live such unchristianlike lives that the Saviour will be ashamed to call us brethren?

Shall we not rather do that medical missionary work which is the gospel in practice, living in such a way that the peace of God can rule in our hearts? Shall we not remove every stumblingblock from the feet of unbelievers, ever remembering what is due to a profession of Christianity? Far better give up the name of Christian than make a profession and at the same time indulge appetites which strengthen unholy passions.

God calls upon every church member to dedicate his life unreservedly to the Lord's service. He calls for decided reformation. All creation is groaning under the curse. God's people should place themselves where they will grow in grace, being sanctified, body, soul, and spirit, by the truth. When they break away from all health-destroying indulgences, they will have a clearer perception of what constitutes true godliness. A wonderful change will be seen in the religious experience.

The apostle plainly states that those who reach a high standard of righteousness must be temperate in all things. The Lord sends this message to his people: "Know ye not that they which run in a race run all, but one receiveth the prize? So run, that ye may obtain. And every man that striveth for the mastery is temperate in all things. Now they do it to obtain a corruptible crown; but we an incorruptible. I therefore so run, not as uncertainly: so fight I, not as one that beateth the air: but I keep under my body, and bring it into subjection: lest that by any means, when I have preached to others, I myself should be a castaway."

"It is high time to awake out of sleep: for now is our salvation nearer than when we believed. The night is far spent, the day is at hand: let us therefore cast off the works of darkness, and let us put on the armor of light. Let us walk honestly, as in the day; not in rioting and drunkenness, not in chambering and wantonness, not in strife and envying, But put ye on the Lord Jesus Christ, and make not provision for the flesh, to fulfill the lusts thereof."

The Review and Herald, May 27, 1902